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/jp/ - Japão e Cultura Otaku

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Desculpem-nos pelo tempo que levou para voltarmos. Os problemas que restam serão resolvidos assim que possível.

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 No.4075

Postem as histórias para animes/mangás que vocês, anões, criaram. Pode ser qualquer tipo, paródias de outras histórias ou o enredo da sua original. Postem o texto e uma sinopse para os anões avaliarem.

 No.4076

File: 1455836401720.png (433.39 KB, 573x598, 8bfcc12ad602dd3d7c2bc79c507821…)

>família pobre no interior do Japão
>as filhas adoram o show da Idol mais popular da época, principalmente as irmãs mais velhas, Emi-chan e Mira-chan
>Francis-chan, a mãe, encontra uma oportunidade de emprego em Nagoya
>decidem se mudar para a cidade com toda a família
>durante a viagem, um dos irmãos novos, Will-kun, começa a chorar por estar vestindo roupas de menina
>as irmãs mais velhas decidem cantar a música favorita da Tonica-chan, para tentar acalmar o irmão trap
>Miranda-sama, uma Produtora de Idols, se depara com a linda dupla e as transformam em Idols
>elas viram um sucesso da cidade
>infelizmente, Emi-chan falece por um caminhão que estava desgovernado na estrada(Truck-chan)
>Mira-chan entra em grande depressão, para de cantar e quase desiste da carreira de Idol
>Will-kun, tentando fazer Mira-chan se sentir melhor, canta novamente a canção da Tonica-chan
>Mira-chan se comove com a voz de Will-kun, e ambos superam justos a perda da irmã
>anos depois, no ensino médio, Mira-chan e Will-kun decidem fazer uma nova dupla de Idol
>como elas não podem ser idols no ensino médio, criam nomes de mentira

E assim nasce a melhor dupla de Idol do Nihão, Zezé Di Camargo & Luciano.

 No.4142

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Vou postar aqui uma historia que tenho na cabeça e mas nunca tive coragem de escrever mesmo por ser preguiçoso.

A historia começa com Sakura, uma menina de 9 anos, filha única de um casal que trabalha o dia inteiro para sustentá-la e pagar as contas. Menina timida e nunca fez muitas amizades na escola, as que tem somente as vê na escola e depois dela volta sozinha para sua casa onde ninguém a espera, seguindo assim os dias dela no primário.
Um dia voltando da escola, a menina se depara com um cachorro de um vizinho solto na rua, o mesmo cachorro sempre late pra ela quando passa e não tem um olhar muito amigavel. Ela sai correndo com o cachorro atrás latindo ferrozmente pelas ruas de um bairro residencial na região de Kanto cujo o nome não direi para proteger a pobrezinha. Depois de um tempo a garotinha se livra do cachorro, mas não sabe onde foi parar, ela sai andando pelas ruas desertas sob o sol do meio da tarde que pairava no céu, ela seguia sem direção e nem saber como voltar para casa, como sempre seguiu a ordem de seus pais ela so ia e voltava em caminhos diretos, sem passar em outros lugares ou parar para explorar as redondezas, ela também não tinha muito motivos para se fazer isso, já que não tinha amigos para brincar fora da escola. Andando um pouco por aquela vizinhança ela se deparava em um lugar um pouco mais comercial e percebe que já tinha estado lá algumas vezes com sua mãe e que está chegando em um lugar que reconhece, mas logo sua sorte acaba, ela se depara com dois jovens mal encarados que estavam sentados fumando em frente a uma loja de conveniencia, com cicatrizes e roupas de delinquentes, os mesmos percebem a jovenzinha e começam a provoca-la. Sakura, que nunca havia passado por aquilo, estava com medo e confusa, não sabia o que fazer pois é a primeira vez que vê pessoas tão assustadora, para ela que é pequenina, pareciam dois Onis (TL Note: Onis mean Onion) prontos para comê-la, Sakura começa a chorar e os deliquentes com seus ponpadores gigantes balaçando como geleia sentem se mais motivados a pegarem em seu pé. Enquanto chorava, Sakura ouve um estrondo e logo ouve que os deliquentes gritavam e perdiam perdão, ela abre os olhos e percebe que um homem estava um pouco mais adiante e os deliquentes estavam saindo correndo, este homem que carregava varios sacos com alimentos se aproxima dela e pergunta se está tudo bem, sem entender muito balança a cabeça dizendo que sim. O homem que estava a sua frente possui cabelos longos, alto e esbelto, usava uma camisa de mangas longas e calças jeans e tinha uma cara de tédio, ele pergunta para Sakura onde ela morava e como ainda estava confusa com a situação não consegue responder, ele fica confuso também e percebe que Sakura estava com suas roupas sujas e com alguns arranhões de quando fugia do cachorro, ele a pega pela mão e decide levar até sua casa para fazer uns curativos, Sakura o segue sem entender muito.

 No.4143

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>>4142

Cont.

Yamato é o nome daquele jovem de 23 anos que se apresenta para Sakura, ele é dono de uma mecanica de Motocicletas ali no distrito comercial que ele herdou de seu avô e sua casa fica logo atrás onde os dois estão. Sakura um pouco mais calma se apresenta também e relata o que aconteceu a Yamato, que logo entende e da uma risadinha a deixando constrangida. Yamato termina os curativos e decide por um puco de chá, já que a barriga da menina estava roncando de fome, a casa dele é antiga mas é aconchegante, composta de apenas 2 comodos, uma sala com tatami e uma cozinha, o banheiro ficava do lado e era de maedira antigo, mas era atpe que um pouco espaçoso, tudo muito antigo e conservado, digno de uma casa da era Shouwa. Lá eles tomaram chpa e conversaram sobre a vida deles, Sakura conta de sua vida na escola e como ela tem poucos amigos para Yamato que compartilha um pouco do sentimento ela, apesar deser jovem, Yamato não tem muitos amigos ali também. Por ser uma mecanica de motociletas elerecebe muitos delinquentes em sua loja e as vezes até alguns membros da Yakuza, então a maioria da spessoas ali decide evitá-lo achando que ele tem laços com esse tipo de pessoas.Eles conversam um tempo, até a luz vermelha do sol se pondo entrar pelas portas e janelas e tomar a sala com seu contraste. Yamato decide que está na hora de Sakura voltar para a casa dela, Sakura concorda e pega as coisas dela e os dois saem juntos para, Yamato decide que é melhor ele levar a Sakura até acasa dela para que ela não se perca de novo no caminho. No caminho Sakura percebe que não tinha se afastado tanto de sua casa, apenas algumas quadras, talvez tenha parecido mais longe porque ela estava desesperada fugindo do cachorro, que parece já ter sido pego pelo dono. Sakura chega em casa e agradece Yamato que responde com um soriso e aceno e vai embora, apesar de ter chegado bem mais tarde em casa, os pais de Sakura ainda não haviam chegado, eles sempre chegam bem tarde devido ao trabalho deles. Sakura vai ate seu quartoe guarda sua mochilinha vermelha e deita na cama, ela pensa que a casa parece muito maior, vazia, quieta e fria por ter ninguém além dela, comparada a casa de Yamato, que era pequena e velha, mas era muito mais calorosa e aconchegante, talvez por ter mais alguém com quem ela conversava e ria, talvez tenha sido bom hoje ter se perdido, por ter saido da rotina, talvez ela tenha finalmente feito um amigo. Quem sabe, ela não comece a frequentar aquela mecanica de agora em diante.


Ficou bem maior do que pensei que ficaria. Mas está aí, o que acham?

 No.4146

inb4: Keit-ai

>>4142
>>4143
Vou ler mais tarde, com paciência. Também tenho uma pequena história Fanfic-tier que ronda minha mente desde 2010 e nunca tive a coragem de escrever, sempre me cutucando e sugando minha criatividade, posto ela junto com as minhas opíniões.

 No.4148

Eu tenho uma história da minha época de chuunibyou (nem conhecia esse termo quando eu era pré-adolescente). Talvez um dia eu faça alguns livros com ela, por isso não vou postar. Mas resumidamente lembra um pouco de Yu Yu Hakusho e de Bleach, com algumas coisas que parecem de Samurai Deeper Kyo, e olha que na época eu só tinha visto Yu Yu Hakusho, o restante foi da minha mente de chuunibyou. Lembro que sempre imaginava o dia em que meus poderes iriam despertar, hue.

Depois que eu parei de delirar desenvolvi a história mentalmente com outros personagens, e o protagonista não era mais eu. Tinha umas 12 sagas e uns spin-offs. Se eu dividir bem posso usar como enredo de um jogo de RPG ou escrever uma lightnovel, se bem que as garotas mais bonitas da série só aparecem na segunda saga, eu teria que juntar a primeira com a segunda para ficar atrativo ao público e ter menos blablabla e mais ação.

Começava com dois spin-offs, depois tinha a primeira trilogia que levaria os números 3, 4 e 5 (para enganar soando como se os dois spin-offs do início fossem o 1 e o 2), então o passado com o 1 e o 2, depois o 5 tinha terminado com um cliffhanger e teria um timeskip pro 6, 7, 8 e 9, depois o Zero que contaria o início de tudo, então o 10 e 11 que fechariam este arco, mas teria mais um spin off final. Imaginava até as músicas de abertura da versão que ganharia um anime, algumas temporadas as OPs seriam feitas pelo Angra.

Unlimited sonho de adolescente Works.

 No.4151

>protagonista troca de escola
>falho como a fornicação, não conhece ninguém e não tem nenhum amigo
>encontra um lugar no fundo da sala pra sentar
>de repente, todas as meninas começam a se interessar por ele
O que acham, anões?

 No.4152

>>4076
Eu não gosto dessas histórias de idols nem de gente com síndrome de shinji, então isso é apenas a minha opinião, mas não gostei.
No entanto, não parece ter nenhum erro/problema grave e tem o drama para dar algum sentido. Poderia funcionar.

>>4142
>>4143
Bem, primeiro… acho que você podia ter gasto um pouquinho mais de tempo e revisado os posts. Deu trabalho para entender algumas frases.
O que você postou serviria como introdução para um slice of life ou até alguma história mais séria, mas é só uma introdução. O problema é o resto. Como introdução, não faltaram clichês e eu achei que o comportamento dos personagens não foi muito natural. Levar uma menina desconhecida de 9 anos para casa, e nem ligar para os pais dela para avisar? Acho que a maioria das pessoas não faria isso. Pra justificar algo assim, você teria que fazer esse cara ter uma personalidade meio excêntrica, talvez?

>>4151
Masterpiece. Fácil para o telespectador se identificar com o protagonista, possui apelo e ainda um tanto de mistério. Ficaria melhor ainda se tivesse uma imouto dojiko, uma osananajimi, uma garota tsundere com twintails e uma onee-san kuudere. Podia aparecer uma prima também. E quem sabe uma transfer student.

 No.4153

>>4152
>Masterpiece
Acima de tudo, o retorno financeiro é garantido. Poderia também colocar uma "smug loli" para atrair parte de publico feminino querendo coisas "fofas"…E lá vamos nós matar a industria novamente.

 No.4154

>>4152

Obrigado pela critica e sim só escrevi a introdução, tenho uma ideia geral de como a historia se desenrola, mas acabei não escrevendo senão ficaria muito grande. Tem bastante coisinhas que bolei pra essa historia e nunca coloquei no papel mesmo, então isso ficou no como um sketch da introdução dela.

 No.4161

>>4142
>>4143

Apesar dos erros de revisão do seu texto, eu gostei bastante dessa introdução. Diferentemente do que o >>4152 disse, eu acredito que seja bem possível um homem de 23 anos levar uma menina de 9 para casa (isso num mangá/anime).

Acho que funcionaria muito bem apesar dos clichês dela se perder por causa do cachorro e estar machucada. Acho também que você poderia desenvolver um relacionamento entre Sakura e Yamato, além dele continuar sempre protegendo ela de delinquentes, colegas da escola, etc. Acho que o relacionamento não precisaria ir tão longe, acho melhor deixar isso pras doujinshi.

 No.4162

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>>4161

Obrigado, anão. A ideia da historia é ser algo entre Koi Kaze e Miman Renai, não tão sério e não tão comico, um slice of life que tem um lado cute e um lado sério. A parte cute é o romance entre os personagens, que começa com a Sakura gostando do Yamato, indo visitar ele sempre quando volta da escola, conhecendo a rotina dele e as pessoas que frequentam a mecanica dele. A parte séria é uma critica social a familias no Japão que trablham o dia todo e deixam os filhos crescerem sozinhos e preconceitos na sociedade japonesa. É em volta disso que a historia iria acontecer.

A historia em sí pretendia trabalhar em em volta de 4 anos e ver os personagens crescerem e terem muitos altos e baixos. Dramas onde os pais a Sakura descobrem que ela anda frequantando a mecanica onde Yakuzas vão e a proibem, Yamato sem poder fazer nada e a Sakura se revoltando. Como as pessoas tratam mal o Yamato por ele ser um drop out(alguém que abandonou os estudos). As partes cutes do relacionamento inocente dos dois personagens e como eles interagem, mesmo tendo uma diferença de idade grande.

Bom, é isso que pretendo com a historia. Obviamente não vai ficar perfeito, tanto por que muita coisa é apenas como eu acho que é, assim como qualquer historia.Mas quem sabe um dia não escreva tudo e fique realmente bom. :3

 No.4164

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>>4162

Esqueci de colocar, mas sobre essa parte eu dei uma repensada. É realmente estranho um cara que mora sozinho levar uma criança pra detro de casa, então modifiquei algumas coisas. Um do pontos é que ele deveria ter levado ela naquelas guaritas onde policiais atendem que sempre tem por perto, mas como ela estava machucada decide levar na casa dele que é bem perto e fica no distrito comercial onde eles estão. Lá ele faz os curativos fora de casa e quando ela se acalma pergunta sobre os pais dela de novo, que ea responde que estão trabalhando e ela conta o que aconteceu, quando ela sente fome ele convida ela pra entrar e comer algo. Fica menos estranho assim eu acho. Eu precisava escrever esssa porra direito, com os dialogos e tudo mais.

 No.4210

Vamos começar a ratear:
>>4076
É venéreo?
>>4142
>>4143
Boy meets girl padrão (não que isto seja ruim) apesar de eu achar exagerado o uso dos delinquentes.
Seria uma boa introdução de um SOL, não precisa nem forçar muito o lolicon, porém da para seguir absolutamente qualquer caminho a partir dessa introdução, não sei se peguei muito a intenção geral com a obra.

>>4148
>chuunibyou
Eu tenho uma história também (devo escrever neste post ainda a merda que ela é), ela vem me perseguindo desde 2010 e estava pensando em utilizar partes do meu chuunibyou (de 2006) para deixar ela um pouco mais interessante.
>não vou postar
Bem, se alguém conseguir sair de linhas gerais do que você está propondo para uma obra completa ele poderia sair de qualquer lugar, não acho que há medo em postar um pouco sobre.
>>4151
Perfeito, pode patentear.
>>4162
>>4164
Entendi agora o ponto da obra, vá com força. Uma dica que me deram (e eu gostei) é sempre escrever uma frase por dia pelo menos, não precisa nem ser no seu documento final. Não parece muito mas vai te tirar da zona de conforto para escrever.


Postando alguns pontos gerais da introdução e desenvolvimento que pretendo tomar e nunca escrevo sobre a minha falha obra, vou esconder alguns pontos mas a ideia é dar um jeito de deixar eles implícitos sem que os personagens notem e tome atenção do leitor.
Introdução:
>MC deprimido e jorge de ensino médio, perdeu os pais em um acidente anos atrás e a vida nunca mais foi a mesma
>espera sempre as coisas cairem no seu colo, não age para nada e ainda culpa o mundo por tudo que acontece
>mais um aniversário em branco, não volta para casa após a escola apesar de ser aconselhado a ir direto para casa
>andando pela orla, meia-noite, o aniversário passou em branco mesmo
>garota misteriosa na luz de um poste de iluminação público, ela olha assustada
>puxados para outro 'mundo'
>finalmente boy meets girl.jpg , alguma coisa aconteceu, será finalmente puxado para uma vida de aventuras
>final da aventura da noite, voltam para o 'mundo' normal
>garota não veio desse mundo, está a procura de alguém que veio parar aqui, *insira chuunibyou extremo*

Desenvolvimento:
>rinse and repeat shounen aventuras noturnas por uma semana

Conclusão:
>leiam as primeiras linhas, quem aconselhou MC a ir direto pra casa? Osananajimi
>capítulo contado da perspectiva da osananajimi
>MC é sempre jorginho, não liga para nada e nem para ela
>ela não pode comemorar o aniversário dele pois ele sumiu
>arruma namoradinha e saem durante toda a semana para fazer coisas estranhas pela noite
>é melhor desse jeito, pelo menos ele está feliz
>descobre as merdas que estão rolando no 'outro mundo'
>a primeira garota está apenas usando o MC
>ela é puxada para o tal 'outro mundo' por uma barreira pois é tida como 'alienígena' para a terra, MC na verdade luta contra quem quer proteger a terra
>primeira garota trai MC, lhe conferindo a presença de "alienígena" dela e prendendo ele na maldição de ter que voltar para o tal 'outro mundo', que é uma barreira de proteção da terra, toda a noite até que ele seja eliminado
>osananajimi vai ao resgate
>MC percebe que sempre teve tudo na mão e vivia a vida perfeita, apenas não dava a mínima foda para a Osananajimi
>finalmente osananajimi ganha
>plot twist, final boss (protetor da terra) chama MC para um duelo em que apenas uma pessoa pode sair do 'outro mundo' sendo conferido o status de 'não alienígena'
>mc e osananajimi entram para lutar contra
>asspull, ganham
>leia duas linhas acima, apenas uma pessoa pode sair, porém MC e osananajimi vivem
>MC em um monólogo o mais longo que eu puder fazer decide deixar Osananajimi sair
>chegando próximo da saída é enganado e empurrado para fora
>Osananajimi presa para todo o sempre
>MC termina mais devastado do que começou, perdendo tudo aquilo que nunca soube que tinha e aprendeu a amar

 No.4250

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>>4142 Aqui.



>>4076

Não sei se está sendo sério, mas traps semrpe fazem sucesso com fujoshis no Nipão e idols também.

>>4151

Faltou o MC ser gay e não pegar nem uma, dai é sucesso garantido.

>>4210

É o tipico shounen, o sucesso varia do diferencial que você usar, trabalhe bem nos personagens e dos seus pontos únicos, pois eles que definem o diferencial desse tipo de historia. Also esse tipo de final não agrada o público que vai ler sua a historia, BAD END sempre gera muito butthurt, vide Air. A menos que você faça um epilogo ou deixa um "hint" que ele reencontra a garota no futuro.

 No.4265

>>4250
Originalmente meu planejamento foi "escrever uma história de amor", evoluiu para um shounen genérico unica e excluisvamente pela minha incapacidade de escrever o que me propus. Como hint no final o MC toma o lugar do protetor que ele matou e estuda o resto da vida procurando uma alternativa de salvar a osananajimi.

 No.4406

Suba

 No.4431

Como estão suas histórias? Escreveram pelo menos uma página?

 No.5122


 No.5309

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Um garoto se apaixona por uma garota.

Incapaz de confessar, ele é presenteado por um deus ex machina com o número do celular da garota. Sem notar o código de área esquisito, ele imediatamente telefona pra ela, e fica imensamente feliz ao descobrir que ela também está apaixonada por ele.

Mas, no dia seguinte, quando ele reconta as confissões do dia anterior para a garota, ela somente olha pra ele com uma cara perplexa. Depois de investigar um pouco, ele descobre que a garota que ele ligou não é a mesma garota por quem ele se apaixonou. Na verdade, ela nem mesmo existe neste universo. Ela é a contraparte da garota num universo alternativo, que se apaixonou pelo próprio MC do universo alternativo, que também está totalmente despercebido da paixão dela.

Desaventuras se sucedem após ambos fazerem um trato de contar um ao outro seus segredos mais escuros e privados, para assim darem ao outro as armas necessárias que eles precisarão para conquistar seus eus alternativos. Enquanto cada um vai atrás de seus respectivos amores, DRAMA se sucede após eles começarem a se apaixonar pelo outro ao invés, e questionarem a NATUREZA do AMOR.

 No.5311

>>5309

FUCKING AOTY. Sério, você realmente pensou nisso? Ou será que tirou a ideia de algum lugar? Eu realmente gostaria de ler/assistir/jogar essa história.

 No.5312

>>5309
>leio essa bosta
>me interesso como o caralho
>procuro até o fim o nome do anime
>sem sucesso, volto aqui pra perguntar
>leio o OP
Bem, meus parabéns anão. Seria um anime que eu com certeza assistiria. Um mangá que eu com certeza leria e um jogo que eu com certeza jogaria.

Se um dia resolver fazer um mangá disso, não prolongue-o por dinheiro. Dê um final digno a essa obra.

 No.5314

>>5309

Obrigado pela contribuição, Tiago. Agora volte a escrever No Game No Life.

 No.5319

>>5311
>>5312
>>5314
Ele tirou isso do /a/.

 No.5323

>>5311
>>5312
>>5314
É um meme do /a/.

 No.7364

>>5309

FINDS A WAY.

 No.7365

>>7364
PÁ DE OURO.

 No.12386

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Vou postar aqui uma história que eu escrevi como trabalho de uma optativa que peguei na faculdade, a vários anos atrás.

Contexto: o professor era abertamente um hater de anime, então eu gostava de provocar ele, criticando indiretamente as séries que ele dizia gostar e tal. Ele passou esse trabalho de escrever uma história curta que se passa no mesmo universo do livro Dune, um livro de ficção científica.
Quem não conhece o livro não vai entender muitos nomes e termos. Não vou explicar tudo aqui, mas basicamente nesse livro existe uma especiaria que prolonga a vida das pessoas e causa outros efeitos, mas essa especiaria só pode ser obtida em uma planeta desértico onde água é extremamente escassa. Quando eu li a palavra especiaria no livro, decidi qual história eu iria ripar. Mentats são homens treinadas rigorosamente para serem muito inteligentes. Bene Gesserits são mulheres treinadas rigorosamente, ganhando "poderes".

Tirei nove vírgula alguma coisa no trabalho.

 No.12388

>>12386

Especiaria e Bene Gesserit

Capítulo 1: Um Mercador Mentat

A viagem, como sempre, era longa e cansativa.

— Se ao menos eu soubesse conduzir vermes da areia — Laurie disse para o ar, esperando uma resposta.

A pior parte da profissão de mercador em Arrakis eram as longas viagens solitárias pelo deserto. Mesmo são, a solidão das viagens fazia ele falar sozinho e esperar respostas que nunca chegavam.

Era ainda pior que o perigo dos vermes e da desidratação. Pelo menos para Laurie, que com o tempo aperfeiçoou uma forma de cruzar o deserto sem atrair a atenção dos vermes, afinal, ele não tinha capital suficiente para comprar um tóptero.

Mas isso iria mudar em breve. Laurie havia escutado, de uma fonte confiável em um bar próximo do palácio, que o novo duque de Arrakis planejava fazer uma festa em breve.

É claro que Laurie não era o único mercador de Arrakis pronto para se aproveitar disso, mas ele era o único mercador Mentat.

Nascido em Arrakis, Laurie foi sequestrado de sua família pelos Harkonnes e dado ao Império logo após seu nascimento. O Império o treinou como Mentat e o enviou de volta a Arrakis para espiar os Fremens.

 No.12389

>>12388

Talvez Laurie não tivesse sido útil o suficiente para o Império. Apesar de saber que ele não foi o único Fremen sequestrado para esse projeto, ele sabia que era o único que conseguiu virar um Mentat. Os outros provavelmente foram assassinados ao falharem.

E mesmo assim Laurie não conseguia odiar o Império. Foi onde cresceu e foi treinado. Ele se sentia mais membro do Império do que Fremen, e dessa forma, cumpriu seu dever de espião da melhor forma possível.

Por isso, ele não conseguia dizer com certeza o motivo de terem lhe abandonado. Faltava informação. Informações que ele não tinha acesso.

Devia ser algo maior. Alguma revolução política. Talvez a troca dos líderes de Arrakis tivesse algo a ver com isso. Pelo menos era nisso que Laurie queria acreditar.

De qualquer forma, quando perdeu contato com o Império, Laurie não tinha muitos recursos para se sustentar, e quando finalmente perdeu as esperanças de que o Império entrasse em contato com ele novamente, já não tinha mais nada. Aceitou, então, a proposta de um amigo local e o ajudou em uma viagem de negócios.

Foi dessa forma que um Mentat Fremen acabou virando um mercador em Arrakis. E ao pensar nisso, Laurie sorriu amargamente. O mesmo sentimento que sentira diversas vezes antes, mas que ainda não havia superado.

 No.12390

>>12389

Tirando proveito de suas habilidades como Mentat, as quais guardava em segredo, Laurie conseguiu se adaptar bem a profissão e em pouco tempo havia juntado uma quantidade considerável de dinheiro. Havia adquirido um carro de deserto, o qual modificou para adicionar aleatoriedade à aceleração do motor, evitando que o som formasse padrões fixos e assim ajudando a evitar os vermes.

Mas ele estava prestes a se livrar do carro e comprar um tóptero.

Laurie investiu praticamente todo o seu capital em água e agora transportava ela para o sietch de Yosl.

Yosl era pouco conhecido, pois era pequeno e ficava mais para dentro do deserto que a maioria dos sietchs. No entanto, de alguma forma, eles aprenderam a produzir uma iguaria rara: Maçãs com especiaria.

Normalmente as maçãs comercializadas em Arrakis são desidratadas, e a água extraída é reaproveitada. Mas em Yosl, Laurie sabia que poderia conseguir suculentas maçãs com especiaria, ainda não desidratadas.

Isso era comida de luxo e não sairia barato, mas era certo que, se esse novo duque Leto experimentasse, ele iria querer elas em sua festa. E ele pagaria bem por elas. O suficiente para um tóptero.

 No.12391

>>12390

Capítulo 2: Maçãs com especiaria

As viagens pelo deserto usavam toda a atenção possível. Laurie precisava estar sempre atento para o cheiro de especiaria, para modificações no relevo, nuvens de areia e ao som. Cada grão de areia fazia a diferença. Ao menor sinal de verme, ele iria se proteger em alguma formação rochosa próxima. E sempre havia uma. Pelo menos pelos caminhos que ele fazia, que muitas vezes, eram bem maiores que o necessário.

Provavelmente só um Mentat conseguiria passar dias seguidos analisando todos esses dados, com pouco descanso. E ainda falando sozinho de vez em quando.

Mas mesmo para um Mentat, ver a formação rochosa que abrigava seu destino aparecer no horizonte, manchado de laranja pelo sol nascente, ainda era um alívio.

Por isso, ao se aproximar de Yosl, Laurie sorriu. De fora, o lugar parecia não ter mudado nada, o que lhe trouxe um sentimento de nostalgia.

— Bom dia, Laurie. Quanto tempo! — Cumprimentou Nanmi, o Niab de Yosl, quando Laurie chegou em seu yali.

— Bom dia. — Respondeu Laurie, deixando o cansaço transparecer pela voz. Ele queria falar mais, agora que finalmente tinha companhia, mas precisava dormir.

— Como sempre, você chega aqui parecendo que vai desmaiar a qualquer segundo. Se eu soubesse que você estava vindo, teria preparado um yali para você. Sente-se aqui enquanto eu vejo o que posso fazer. — Respondeu o Niab. Eram poucos os sietch que o recebiam com tamanha hospitalidade, e por isso Laurie era muito grato.

 No.12392

>>12391

Após alguns minutos Nanmi voltou e o levou até um yali que, para a surpresa de Laurie, estava livre.

Laurie acordou disposto, sentindo-se como se tivesse dormido por um dia inteiro, mas pela movimentação no sietch, ele percebeu que ainda era manhã.

Para não incomodar o Niab tão cedo, Laurie tratou de retirar a água do seu carro e carregá-la para o reservatório. Foram necessárias várias viagens e, quando terminou de transportar toda a água, saiu para comprar café da manhã de algum Fremen local.

Para não gastar muito, Laurie comeu apenas um pão escuro e seco. O gosto era amargo, mas não era ruim. Perfeito para começar o dia, pensou.

— Hum, para falar a verdade, eu não esperava que tivesse vindo com água. — falou o Niab quando Laurie voltou.

Ele estava parado ao lado dos galões, vedados para não deixar sequer uma gota evaporar. A voz desanimada de Nanmi, como Laurie sabia muito bem, era parte do jogo para conseguir um valor menor. A verdade é que, em Arrakis, ninguém fica desanimado ao receber água em uma troca.

E pelo que Laurie pode ver, as reservas de Yosl não pareciam muito altas.

— Fiquei sabendo por um colega que vocês estavam ficando sem água suficiente para as maçãs com especiaria, e como gosto muito delas, resolvi trazer água dessa vez. — Era uma mentira calculada, baseada no que ele havia visto desde que chegou em Yosl e em seus conhecimentos. Ninguém havia lhe dito nada sobre a situação de água ali. Laurie poderia ter ficado na defensiva e conseguido um preço justo pela água, mas ele sabia que tinha espaço para atacar, e agora, mais do que nunca, precisava de lucro máximo.

— Na verdade, tem um mercador que deve chegar daqui a alguns dias com água para muito tempo. Eu já fechei o acordo com ele. Mas água nunca é demais, eu posso ficar com a sua também desde que o valor seja justo.

 No.12393

>>12392

Era uma defesa boa, mas Laurie não iria cair para ela.

— É claro que não espero mais do que o valor justo. Mas, como você sabe, o valor justo subiu. Muitas pessoas novas vindo para cá com essa troca de governo. Eles vêm em centenas e trazem pouca água. Alguém deveria fazer algo a respeito! — Isso era parcialmente verdade. O preço da água tinha realmente subido, mas não mais do que o normal. Porém Yosl era raramente visitada por mercadores e Laurie estava confiante de o Niab não teria as últimas informações a respeito das cotações. Aliás, pelos sinais que deixou transparecer, era quase certo que ele havia mentido sobre o outro mercador.

— Então temo que só vou poder comprar uma parte disso. Talvez dois galões. Os negócios não estão indo tão bem ultimamente.

Era uma tentativa desesperada. Nanmi sabia que para um mercador, a viagem longa só valia a pena se ele vendesse toda a mercadoria. Ele sabia que Laurie levou para ele exatamente o quanto ele achou que conseguiria vender. Era uma ameaça de não comprar se Laurie não mantivesse o preço normal.

— Não tem problema. Pelo que vi você tem bastante estoque de maçãs com especiaria. O que me diz de pagar em maçãs?

Essa era a cartada final. Com isso, Laurie sabia que conseguiria um excelente valor por elas. E sabia que Nanmi iria tentar lhe empurrar as maçãs não desidratadas como pagamento. Exatamente o que ele queria.

— Sim, temos muitas maçãs, mas quase nada desidratado. Vendemos uma carga de desidratadas recentemente e ainda não tivemos tempo para reestocar. No entanto, venha até aqui. — chamou o Niab, apontando para uma sala com várias caixas grandes que pareciam muito bem vedadas.

 No.12394

>>12393

Laurie sabia que lá estavam as caixas conservadoras onde eram guardadas as maçãs não desidratadas. O Niab abriu uma delas, deixando a mostra exemplares suculentos. A cor e a forma eram perfeitos. Laurie sentiu a saliva se formando em sua boca, mas conseguiu segurar o sorriso e manter sua cara de mercador.

A verdade é que elas pareciam ainda melhores do que as que ele havia experimentado.

 No.12396

>>12394

Capítulo 3: Uma Bene Gesserit esquecida

O acordo fechado com o Niab foi bem favorável para Laurie, mas ele não tinha muito tempo para perder. Precisava transportar as caixas conservadoras de maçãs de volta para o palácio o mais rápido possível. No entanto, era necessário esperar o sol baixar antes de partir, então aproveitou a hospitalidade local para dormir o quanto podia.

Laurie teve um sonho bom, talvez por causa da troca favorável, e por isso acabou dormindo demais. Acordou no meio da noite. Todos estavam dormindo e muito tempo havia sido perdido.

Para piorar, ele ainda não tinha despejado a água dos galões no reservatório.

Tradicionalmente, era função do mercador carregar a mercadoria até o seu local de destino nos sietchs, e isso incluía o despejo dos galões.

Porém, ao chegar na sala do reservatório, surpreendeu-se com os galões vazios. O nível no reservatório estava bem mais alto, então estava claro que alguém já havia feito o trabalho.

 No.12398

>>12396

O que deixou Laurie ainda mais surpreso, no entanto, não foi encontrar o seu trabalho feito, mas ver um corpo mergulhado na água do reservatório. O corpo em questão, claramente visível mesmo na luz tênue, era branco e esguio, com longos cabelos castanhos e lisos. Nenhuma roupa protegia as costas esbeltas e as pernas que se mexiam suavemente na água.

O corpo, que aparentemente havia percebido a presença de Laurie, virou-se vagarosamente, expondo seus seios pequenos, mas compatíveis com a idade. Ela não parecia ter mais que dezesseis anos. Os olhos dela não eram totalmente azuis, mas marrons e com a parte branca bem visível. O rosto parecia ter sido esculpido por um artesão, perfeitamente simétrico.

Ao ver Laurie ela sorriu, sem demonstrar qualquer vergonha pela sua nudez ou por suas ações.

— Ah… tinha tempo que eu não tinha esse prazer. — Falou ela, sorrindo. — Obrigada.

 No.12400

>>12398

O sorriso dela era tão encantador que Laurie não soube como reagir por um momento. Talvez a situação estranha em que estava tivesse ajudado a falta de reação.

Quando finalmente retomou a ordem em seu pensamento, Laurie rapidamente pegou a faca que guardava em seu traje-destilador e a empunhou.

— Quem é você? O que está fazendo com a água. — Falou, mas sua voz saiu meio rouca, assustada.

— Hahahaha — ela riu — o que você quer fazer com essa faca?

— Quero fazer você me responder. Espero não ter que usá-la.

— E vai conseguir usá-la com as pernas tremendo desse jeito? Você não parece um bom macho. — Falou ela, rindo. — Largue a faca.

E, sem poder fazer nada a respeito, a faca caiu das mãos de Laurie.

— Boa noite. Meu nome é Helen — continuou ela, saindo do reservatório e exibindo ainda mais partes de seu corpo — A sábia Bene Gesserit de Yosl. E você, quem é?

— Laurie, o mercador que trouxe essa água para cá.

Laurie estava visivelmente chocado. Nunca havia ouvido falar de uma Bene Gesserit naquele lugar. Nem poderia imaginar o motivo dela estar ali. Em meio segundo, seu cérebro formou diversas hipóteses, mas rejeitou todas. Nenhuma parecia cabível.

 No.12402

>>12400

Aquilo tinha sido a Voz. Isso era óbvio. Ele nunca havia experienciado a Voz antes, mas sabia que era ela. Ela mandou e ele soltou a faca, sem poder controlar-se. Que poder incrível. Magnífico. Perto dela, Laurie se sentiu impotente. Incapaz de reagir.

— E o que uma Bene Gesserit faz em um lugar desses? — Em seu estado, essa foi a melhor pergunta que Laurie conseguiu formular.

— Ah, essa é uma longa história. Recentemente, eu ensinei as pessoas daqui a cultivar maçã. — Ela respondeu, terminando de vestir seu traje-destilador.

Então foi assim! — Pensou Laurie — Isso realmente fazia sentido. Explicava porque a maçã era tão única entre os Fremen. Mas a maçã não era algo novo, e ela falou recentemente. Ela parecia tão jovem, mas por causa da especiaria, Laurie sabia que ela podia ser bem mais velha.

— O que achou da maçã? — Helen perguntou.

— Admito que deve ter sido a melhor coisa que já comi. — Respondeu Laurie, agora um pouco mais relaxado. Ele não conseguia ver nenhum sinal de agressividade nela.

 No.12403

>>12402

— Sim, foi um excelente trabalho. — Falou ela, sem esconder o orgulho. — Para quem vai vender as que comprou?

— Ainda não decidi — respondeu Laurie. Não parecia seguro vazar o seu plano ainda.

— Hum, não precisa esconder de mim. Não vou interferir. — Respondeu Helen enquanto tirava uma maçã da caixa conservadora mais próxima e mordia.

É mesmo. Mentir para uma Bene Gesserit não funcionaria tão facilmente. Laurie sentiu-se frustrado por não lembrar disso antes. Mas a linda garota a sua frente não parecia em nada as Bene Gesserit que vira antes. Para começar ela tinha cabelo, e longo. Era difícil não deixar a guarda cair.

— Eu sei que você tem um bom cliente em mente e que conseguiu essas maçãs bem abaixo do valor normal delas.

— Vou tentar vender elas para o novo duque de Arrakis. — Desistiu Laurie — Se o meu negócio der certo, poderei vir para Yosl mais vezes e mais rápido. Assim poderei fazer um preço melhor.

— Para um duque, hum? Parece interessante!

 No.12404

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Capítulo 4: Não se discute no deserto de Arrakis

Já estava prestes a amanhecer. Laurie estava dirigindo seu carro pelo deserto, em direção ao palácio, quando algo marrom e macio o lembrou de que havia cometido um grande erro.

O cabelo de Helen voava com o vento e batia contra ele de tempo em tempo.

Era difícil até para ele entender porque havia concordado em trazer ela junto. Ela devia ter usado a Voz nele.

Laurie sabia viajar de forma segura pelo deserto quando estava sozinho, mas com outra pessoa a situação era outra.

Pelo menos ela está dormindo. Se ela não fizer barulho, eu devo conseguir chegar lá sem incidentes — ponderou Laurie.

No entanto, algo nele queria que ela acordasse. Ele finalmente tinha alguém para conversar durante a viagem, mas não podia porque ela estava dormindo.

Laurie com certeza não se importaria de ouvir a história de como ela veio parar em Yosl agora, por mais longa que fosse.

 No.12406

>>12404

Já estava começando a amanhecer, então Laurie dirigiu seu carro para a rocha mais próxima. Mesmo com o todo o barulho das manobras, ela não acordou.

Melhor eu dormir também — Laurie pensou.

E acordou com um barulho alto e metálico. O sol ainda estava alto. O deserto ainda estava amarelo. Helen não estava mais dormindo no banco. Relutantemente, Laurie levantou-se e foi investigar o barulho, já sabendo a fonte do mesmo.

— O que você acha que está fazendo! Minhas maçãs! — Exclamou exasperado.

Não podia ser verdade. A garota havia tirado uma das caixas conservadoras de maçã do carro. O som que o acordou provavelmente foi da caixa batendo contra o chão de pedra. E para piorar, a caixa estava aberta. Helen tinha uma maçã na boca e outra na mão.

 No.12407

>>12406

Laurie não sabia com o que se preocupar mais. Era verdade que eles estavam em uma rocha, mas não era nenhuma rocha gigante, e o barulho da caixa batendo no chão foi considerável. O suficiente para atrair um verme, ele calculou. Além disso, cada maçã daquelas valia uma pequena fortuna. Ele mesmo não ousou comer sequer uma, para maximizar o seu lucro. E ela estava ali, fazendo barulho e comendo elas a vontade.

— Você ficou aí dormindo, e só tinha pão ruim na mochila, então resolvi comer as minhas maçãs. — Respondeu ela sem um pingo de embaraço, e com a voz alta demais.

— Mantenha a voz mais baixa, você não quer virar comida de verme, quer? E o que quer dizer com suas maçãs? Essas maçãs são minhas! Eu paguei por elas. Você deveria se sentir grata pelo pão.

— Eu, a sábia Helen, me sentir grata por aquilo? Você não é um macho muito generoso, sabia? — respondeu ela, sem diminuir a voz.

— E você não é uma fêmea muito grata! Eu sabia que não deveria ter trazido você junto. Solte as maçãs e faça silêncio.

— Você é bem devagar, né, Laurie? Eu sou a sábia Helen, nunca abusaria da generosidade de alguém. O valor dessas maçãs não é nada para mim. Eu vou lhe pagar elas.

— Então porque você não me paga por elas agora?

 No.12408

>>12407

— Eu pareço ter algum dinheiro comigo agora? Quando chegarmos lá eu dou um jeito de te pagar, não se preocupe.

— E como eu devo confiar nas suas palavras? Que prova eu tenho? — Talvez ela tivesse algum conhecido muito rico.

— A sábia Helen nunca mente. — Respondeu Helen, orgulhosamente. E pelo tom da voz, aquela era a resposta final dela.

Laurie já estava muito preocupado com o volume da discussão, por isso resolveu não pressionar mais. Era muito perigoso. Ele olhou para o deserto e procurou sinais de verme, mas não viu nada particularmente alarmante, então apenas voltou a dormir, deixando a discussão para depois.

Essa Helen iria lhe pagar por cada maçã, nem que ele tivesse que vender ela como escrava.

E quando acordou novamente, Laurie notou Helen dormindo no banco do lado do carro. Apesar de tudo, Laurie não conseguia sentir raiva daquele rosto. Levantou-se e foi colocar a caixa conservadora de volta no carro, mas percebeu que ela já estava dentro. Se ela teve trabalho para tirar a caixa do carro, deve ter sofrido para conseguir levantá-la e colocá-la de volta. Laurie sorriu.

 No.12409

>>12408

Deu uma última olhada para o deserto, agora azulado e negro, em busca de sinais de verme, mas novamente não encontrou nada, então deu a partida e continuou a viagem, um pouco receoso. Era perigoso viajar depois de fazer tanto barulho, mas ele tinha pressa.

— Que cheiro é esse — indagou Helen, acordando, alguns minutos depois.

Laurie respirou fundo mas não conseguiu sentir cheiro nenhum — Que cheiro? — Perguntou.

— Cheiro de… especiaria. Não está sentindo? — Helen respondeu — Ah sim, acho que você não conseguiria.

Laurie resolveu ignorar o último comentário porque cheiro de especiaria era um sinal de verme, e verme era um assunto mais importante. Encheu novamente os pulmões, mas não sentiu nenhum cheiro.

— Tem certeza que está sentindo cheiro de especiaria? — Perguntou Laurie, imaginando se ela teria um olfato incrível ou algo do tipo.

— Claro que sim — Helen respondeu.

Laurie mediu a direção do vento, olhou para lá e tentou escutar algo, mas não ouviu nem viu nada. Eles estavam na areia e a uma boa distância da rocha mais próxima. Um verme agora seria fatal.

 No.12410

>>12409

— E um barulho grave… Ah, olha lá! Uma nuvem de areia! — continuou Helen, apontando para a direção de onde vinha o vento.

Laurie tentou ouvir novamente mas não escutou nada. Olhou na direção apontada, mas não viu nada.

Ela deve estar tentando pregar uma peça em mim — considerou Laurie, mas desistiu da ideia ao ver o rosto dela.

— Não estou mentindo. É sério. Isso é sinal de verme? — Ela respondeu, como se pudesse ler seus pensamentos.

— É sinal de verme, mas eu não estou vendo nada. De qualquer forma, estamos a cerca de vinte minutos da rocha mais próxima. Não temos como escapar de um verme agora. A que distância você acha que ele está?

— Pelo som, acho que ele deve chegar aqui em uns quarenta minutos, se continuar nessa velocidade. Talvez menos.

Quarenta minutos — pensou Laurie — é impossível prever a aproximação de um verme a 40 minutos de distância. Nem mesmo sensores sísmicos conseguiriam captar a vibração da areia com precisão suficiente a quarenta minutos. Mas se fosse verdade, era tempo suficiente para chegarem na rocha.

Laurie olhou novamente para Helen e viu olhos sérios, mas sem medo. Se ela estivesse mesmo percebido sobre o verme, ela não deveria estar com medo? Seu próprio coração já havia acelerado um bocado.

 No.12411

>>12410

— Mas que macho desconfiado, você. Eu estou falando a verdade. Um vermezinho desses não me assusta. Estou falando para o seu bem!

Laurie ainda não conseguia acreditar nela, mas ela não mostrava sinais de estar mentindo. Como sua política era de não correr riscos, resolveu ir em direção a rocha, mesmo que isso significasse cair na brincadeira de mau gosto dela.

A rocha em questão era relativamente segura. Era difícil de acreditar que mesmo um verme grande pudesse fazer algo contra eles ali, mas a perspectiva de ficar preso na rocha até o verme desistir deles não era nada agradável, então Laurie pediu a Helen que fizesse o mínimo de barulho possível, e dessa vez ela cooperou.

Os dois ficaram em silêncio observando o deserto azulado, iluminado pela luz refletida pelas luas. Laurie não pode deixar de pensar sobre como aquele deserto, mesmo infestado de monstros gigantes, também tinha sua beleza.

Após mais alguns minutos Laurie começou a sentir o cheiro e ver os outros sinais. Era verdade. Não fazia sentido, mas era verdade. Indubitavelmente, um verme vinha da direção que Helen mostrara.

 No.12412

>>12411

Mesmo sabendo estar seguro, Laurie não podia deixar de sentir a pressão. A adrenalina em seu sangue o deixava inquieto, e o rosto sorridente de Helen o incomodava ainda mais. Ele podia ver nela a mesma admiração pela beleza do deserto que sentira, mas nada do medo.

E três minutos antes do previsto por Helen, um enorme buraco em forma de redemoinho se abriu na areia, a cerca de cem metros da rocha onde estavam, e um instante depois uma parede gigantesca ocupou o espaço em que antes havia apenas ar, cobrindo-os em sombra.

Laurie sabia que era apenas um verme pequeno, mas ver ele se dobrando no ar e voltando a mergulhar na areia era uma vista ao mesmo tempo fascinante e aterradora.

 No.12413

>>12412

Capítulo 5: Pagamento

— Eu estava tentando apreciar o espetáculo, mas o barulho do seu coração pulando arruinou tudo, sabia? — Helen provocou.

— Engraçado, o seu rosto não parecia nem um pouco incomodado. Parecia bem fascinado, se quer saber.

— Fascinada? É necessário mais do que isso para fascinar a sábia Helen. E toda aquela areia caindo! Não era muito agradável. Mas confesso que fiquei um pouco impressionada com a visão. Não é sempre que se vê isso. Já você! Em seu rosto só vi medo. Que tal aprender a apreciar mais a vida?

O verme não havia parado na rocha deles, mas seguido seu caminho em linha reta. Por segurança, Laurie decidiu deixar um dia passar antes de seguir viagem, mesmo sob os protestos de Helen de que a rocha era quente e desconfortável.

No outro dia eles continuaram e estavam agora se aproximando do destino. Pesava a Laurie que pelo menos uma caixa de maçãs havia sido consumida pela gula de Helen. O restante não seria o suficiente para o ornitóptero. Mas se ele conseguisse vender bem as maçãs, o lucro ainda seria considerável. Uma ou duas viagens a mais pelo deserto não seriam o fim do mundo.

 No.12415

>>12413

Ainda faltava um pouco para amanhecer, mas Laurie estacionou seu carro em um hotel barato na periferia da cidade. Ele precisava regular seu relógio biológico de volta, mas depois da viagem pelo deserto, ele precisava descansar. O plano era comer algo e então dormir até a manhã do dia seguinte.

Até quando ela vai me seguir? — Pensou Laurie, indignado, ao ver Helen segui-lo para o restaurante do hotel.

— Você não espera que eu pague comida e quarto para você, certo? — Perguntou ao sentarem na mesa, um pouco receoso de que a resposta dela fosse sim. Ela não podia ser tão folgada assim!

— É claro que você vai comprar a comida. Sobre o quarto, não me importo de dividir o mesmo. — Ela respondeu enquanto lia o menu.

E então, como se fosse a coisa mais natural do mundo, pediu um prato de carne e salada desidratada, junto com uma caneca de cerveja com especiaria.

 No.12417

>>12415

— Porque eles só tem coisas desidratadas por aqui? — Perguntou ela incomodada, depois de fazer o pedido.

Laurie pediu o de costume. Um prato de legumes desidratados e um pequeno copo de água. Quando o garçom foi embora, ele continuou — Você tem alguma ideia de quanto isso que você pediu custa? E eu me importo de dividir o quarto! Só tem uma cama e eu não vou abrir mão dela!

— Tá, tá, pare de reclamar. Eu já falei, não é? Eu vou te pagar. Mas que macho chato que você é!

A caneca de cerveja com especiaria chegou e ela virou de uma só vez, pedindo outra logo em seguida.

— Ah, essa cerveja com especiaria é realmente é muito gostosa! Senti falta dela!

 No.12418

>>12417

Laurie sabia que provavelmente teria sido engolido por um verme se não fosse pelos sentidos extremamente aguçados dela, a dias atrás, por isso pagou pelas contas dela, mas ainda assim sentiu um peso quando viu o valor. Por isso, ele se recusou a pagar por um quarto para ela ou a deixá-la dormir na cama.

Após carregá-la, roncando, para o quarto, Laurie dobrou um cobertor grosso no chão e a deitou sobre ele. Pelo visto ela não aguentava o álcool muito bem.

E quando Laurie acordou, o dia seguinte já estava amanhecendo. Ele havia dormido quase um dia seguido, técnica que desenvolveu para se ajustar ao horário normal depois de uma longa viagem noturna. O que era impressionante, no entanto é que Helen continuava roncando na mesma posição, mas agora nua. O traje-destilador jogado ao lado.

— Acorde. Eu estou saindo, preciso vender as maçãs. Você precisa sair também, para eu entregar o quarto. Não vou pagar outra diária.

 No.12419

>>12418

Helen deixou escapar alguns gemidos incompreensíveis e então sentou-se vagarosamente e deu um longo bocejo. Finalmente notou que o olhar de Laurie a evitava, e então percebeu que estava nua.

— Hum, você não precisa se importar tanto, sabia?

— Não que eu me importe. — Retrucou Laurie com voz fria, mas seu rosto corado o traiu.

— Eu já falei que não adianta mentir para mim.

— Bem — Respondeu Laurie, se recompondo — Eu estou saindo em 5 minutos, então é melhor você se arrumar logo.

— Como você planeja vender as maçãs — Ela perguntou, desviando novamente do assunto.

— Pretendo usar algumas conexões para fazer contato com o duque Leto, e então pedirei a ele que experimente uma maçã. Acredito que depois de experimentá-la, ele irá querer comprá-las.

— Então porque você não parece muito confiante?

Como ela sabia? Como?

 No.12420

>>12419

— Conseguir falar pessoalmente com o duque não vai ser fácil. Ouvi falar que eles parecem muito preocupados com a segurança, e eu sou um mero mercador desconhecido.

— Então como você vai fazer?

— Chegar diretamente ao duque seria impossível, então vou gastar algumas maçãs a mais em subordinados dele. Eu conheço um cara que conhece uma senhora que serve o palácio. Pretendo usar esse caminho.

— Quantas maçãs você vai gastar com isso?

— Talvez uma caixa. Eu não preciso dar uma maçã inteira para todos. Algumas moedas devem ser o suficiente para os funcionários mais distantes… — ponderou Laurie.

Algumas horas depois, antes de chegar ao local em que Laurie pretendia encontrar seu colega, Helen pediu para Laurie fazer a curva em direção ao palácio.

— O que foi? — Indagou Laurie.

— Vamos direto para o palácio.

— E porque eu faria isso?

— É hora de eu lhe pagar. Vou falar com eles diretamente. Isso já paga a minha caixa de maçãs, certo?

 No.12423

>>12420

— Supondo que você consiga… — respondeu Laurie sem mudar o trajeto.

— Você realmente acha que eu, a sábia Helen, não vá conseguir uma audiência com esse duque aí?

— Eu duvido. Alias, não tem a menor chance. Para começar, o duque nem deve estar no palácio.

— Vá para o palácio.

E ao ouvir isso, Laurie automaticamente fez o retorno e virou na direção do palácio. A Voz, pensou.

Suspirando, Laurie desistiu e resolveu fazer como ela queria. Ele não tinha nada a perder.
Próximos da entrada, foram parados por dois guardas armados e com escudos ativos.

— Sou a sábia Bene Gesserit Helen. Eu e este Mentat gostaríamos de falar com o duque.

Como ela sabia que ele era um Mentat? De qualquer forma, Laurie sabia que era impossível conseguir uma audiência dessa forma.

— Sobre o que desejam conversar? — Exigiu o guarda, sem se deixar intimidar.

— É um assunto de interesse do duque. Só falaremos diretamente com ele.

 No.12424

>>12423

Laurie sabia que suas maçãs para uma festa não eram um assunto importante e que eles não seriam perdoados se a audiência fosse aceita. Mesmo assim, ele se sentia seguro, pois sabia que não aceitariam.

E como ele esperava, o mesmo guarda voltou alguns minutos depois para avisar que o duque não poderia vê-los. Laurie agradeceu ao guarda e deu partida no carro, mas o guarda continuou.

— No entanto, a duquesa Jessica gostaria de receber a Bene Gesserit.

Laurie viu no rosto de Helen o sorriso confiante de uma criança que prova estar certa. Desceu do carro, abriu uma das caixas e retirou uma única maçã, entregando-a à Helen.

Não foi o duque, mas a duquesa! — ele pensou — Ela não estava certa! — Mas ele sabia que estava apenas sendo teimoso. Ter a duquesa experimentando a maçã era ainda melhor do que o Duque.

Helen voltou para o carro cerca de meia hora depois, tão sorridente quanto quando entrou.

 No.12425

>>12424

— Parece que minhas maçãs são realmente muito boas — Ela falou, com o peito estufado de orgulho — Ela vai comprar todas.

— Como você fez isso? — Laurie cobrou, sem conseguir segurar o sorriso.

— Nada de mais, apenas um pouco de conversa com uma colega. Também pude ver o Muad’Dib.

Ela só podia ser louca. Uma Bene Gesserit louca. E ao considerar isso, Laurie riu.

 No.12426

>>12425

Capítulo 6: Despedida

Depois de deixar a mercadoria e receber o pagamento, Laurie confirmou, com um sorriso amargo, que o recebido ainda não era suficiente para um tóptero, mesmo com o preço quase abusivo que conseguiu cobrar pelas maçãs.

— Parece que minha dívida está paga — Falou Helen. — Obrigada pela viagem. Adeus!

— Espera aí! — Laurie sabia o que ela queria que ele falasse. Ele sabia que estava sendo manipulado por ela para falar isso. Alias, era provavelmente a vontade dela que ele soubesse. Mesmo assim, ele precisava falar. — Aonde pensa que vai? Ainda falta o pagamento pela comida no hotel, pelo quarto e pela viagem.

— Parece que o macho que escolheu minhas maçãs finalmente juntou um pouco de coragem! — Helen respondeu, sorrindo. — Você fica melhor assim.


Sei que é só um rip-off barato que não vale a pena ser lido, mas fiquei com vontade de reviver esse fio, então resolvi postar.

 No.12428

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Uma versão revisada e mais fácil de ler. Talvez poste uma continuação depois, senti vontade de escrever um pouco.


A história começa com Sakura, uma menina de 9 anos, filha única de um casal que trabalha o dia inteiro para sustentá-la e pagar as contas. Menina tímida e nunca fez muitas amizades na escola, as que tem somente as vê na escola e depois dela voltar sozinha para sua casa onde ninguém a espera, seguindo assim os dias dela no primário.

Um dia voltando da escola, a menina se depara com um cachorro de um vizinho solto na rua, o mesmo cachorro sempre late pra ela quando passa e não tem um olhar muito amigável. Ela sai correndo com o cachorro atrás latindo ferozmente pelas ruas de um bairro residencial na região de Kanto cujo o nome não direi para proteger a pobrezinha. Depois de um tempo a garotinha se livrar do cachorro, mas não sabe onde foi parar, ela sai andando pelas ruas desertas sob o sol do meio da tarde que pairava no céu, ela seguia sem direção e nem saber como voltar para casa, como sempre seguiu a ordem de seus pais ela só ia e voltava em caminhos diretos, sem passar em outros lugares ou parar para explorar as redondezas, ela também não tinha muito motivos para se fazer isso, já que não tinha amigos para brincar fora da escola. Andando um pouco por aquela vizinhança ela se deparava em um lugar um pouco mais comercial e percebe que já tinha estado lá algumas vezes com sua mãe e que está chegando em um lugar que reconhece, mas logo sua sorte acaba, ela se depara com dois jovens mal encarados que estavam sentados fumando em frente a uma loja de conveniência, com cicatrizes e roupas de delinquentes, os mesmos percebem a jovenzinha e começam a provocá-la.

Sakura, que nunca havia passado por aquilo, estava com medo e confusa, não sabia o que fazer pois é a primeira vez que vê pessoas tão assustadoras, para ela que é pequenina, pareciam dois Onis (TL Note: Onis mean Onion) prontos para comê-la, Sakura começa a chorar e os delinquentes com seus ponpadores gigantes balançando como geleia sentem se mais motivados a pegarem em seu pé. Enquanto chorava, Sakura ouve um estrondo e logo ouve que os delinquentes gritavam e pediam perdão, ela abre os olhos e percebe que um homem estava um pouco mais adiante e os delinquentes estavam saindo correndo, este homem que carregava vários sacos com alimentos se aproxima dela e pergunta se está tudo bem, sem entender muito balança a cabeça dizendo que sim.
O homem que estava a sua frente possuía cabelos longos, alto e esbelto, usava uma camisa de mangas longas e calças jeans e tinha uma cara de tédio, ele pergunta para Sakura onde ela morava e como ainda estava confusa com a situação não consegue responder, ele fica confuso também e percebe que Sakura estava com suas roupas sujas e com alguns arranhões de quando fugiu do cachorro, ele a pega pela mão e decide levar até sua casa para fazer uns curativos, Sakura o segue sem entender muito.

 No.12429

>>12428
Yamato é o nome daquele jovem de 23 anos que se apresenta para Sakura, ele é dono de uma mecânica de Motocicletas ali no distrito comercial que ele herdou de seu avô e sua casa fica logo atrás onde os dois estão. Sakura um pouco mais calma se apresenta também e relata o que aconteceu a Yamato, que logo entende e dá uma risadinha a deixando constrangida. Yamato termina os curativos e decide convidá-la para entrar e tomar um pouco de chá, já que a barriga da menina estava roncando de fome, a casa dele é antiga mas é aconchegante, composta de apenas 2 cômodos, uma sala com tatame e uma cozinha, o banheiro ficava do lado oposto a cozinha e era de madeira antigo, mas era até que um pouco espaçoso, tudo muito antigo e conservado, digno de uma casa da era Shouwa. Lá eles tomaram chá e conversaram sobre a vida deles, Sakura conta de sua vida na escola e como ela tem poucos amigos para Yamato que compartilha um pouco do sentimento ela, apesar de ser jovem, Yamato não tem muitos amigos ali também. Por ser uma mecânica de motocicletas ele recebe muitos delinquentes em sua loja e as vezes até alguns membros da Yakuza, então a maioria das pessoas ali decide evitá-lo achando que ele tem laços com esse tipo de pessoas.

Eles conversam um tempo, até a luz vermelha do sol se pondo entrar pelas portas e janelas e tomar a sala com seu contraste. Yamato decide que está na hora de Sakura voltar para a casa dela, Sakura concorda e pega as sua mochila e os dois saem juntos, Yamato decide que é melhor ele levar a Sakura até a casa dela para que ela não se perca de novo no caminho. No caminho Sakura percebe que não tinha se afastado tanto de sua casa, apenas algumas quadras, talvez tenha parecido mais longe porque ela estava desesperada fugindo do cachorro, que parece já ter sido pego pelo dono.

Sakura chega em casa e agradece Yamato que responde com um sorriso e aceno e vai embora, apesar de ter chegado bem mais tarde em casa, os pais de Sakura ainda não haviam voltado do trabalho, eles sempre chegam bem tarde devido ao trabalho deles. Sakura vai até seu quarto e guarda sua mochilinha vermelha e deita na cama, ela pensa que a casa parece muito maior, vazia, quieta e fria por ter ninguém além dela, comparada a casa de Yamato, que era pequena e velha, mas era muito mais calorosa e aconchegante, talvez por ter mais alguém com quem ela conversava e ria, talvez tenha sido bom hoje ter se perdido, por ter saído da rotina, talvez ela tenha finalmente feito um amigo. Quem sabe, ela não comece a frequentar aquela mecânica de agora em diante.

 No.12430

>>12386

Depois lerei com mais calma, parece que você escreveu de uma forma interessante.



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